domingo, 31 de agosto de 2008

1ª REUNIÃO PARA LANÇAMENTO DO LIVRO


Primeira reunião de trabalho para a publicação do novo livro. Local: Oficina do Livro, com vista para o mar.

Participantes: Cristina Ovídio, editora, e eu, teclador. Objectivo: definir datas e estabelecer plano de trabalho.

Assim que chego a Cristina olha para mim a tenta perceber se sou eu mesmo que está por debaixo da pele. “É tão diferente dos outros livros, Francisco. Fala sobre questões que todas as pessoas colocam sobre as relações. Acho que as pessoas vão sentir-se muito identificadas. Houve uma grande evolução em relação aos outros livros”.

Depois seguiram-se duas* horas de elogios, que prefiro não pôr porque eu sou um humilde teclador. Sou um escravo do cursor e essa é a minha missão na terra. A do Bono é usar óculos escuros, a minha é escrever.

* foram oito


A Cristina colocou uma série de sugestões ao longo do livro. E agora vou lê-las para ver se estou de acordo. Quanto a datas tudo começa a apontar para o lançamento ser em Setembro.



PS Comentários: Licas: Os drunfos são primos dos Sugus, ou dos Maltesers? Tenho sempre esta dúvida. Dora: Está viciada no blog? Hmmm… se ele fosse vendido no Casal Ventoso, o que é que valeria mais um grama do blog ou de coca? Cristina: Comunicar com um cão Serra da Estrela deve ser fascinante. Imagine as conversas: Olá. Ão-Ão. Estás a ouvir-me? Ão-Ão. Isso quer dizer sim, ou não? Ão-Ão. Su: A esplanada com uns repuxos… eh lá. Conheces mesmo Manteigas. Sofia: Estou de regresso a Lisboa… é dura a vida de um teclador. Mas primas, obrigado pelo convite.

sábado, 30 de agosto de 2008

UM PESADELO MADE IN CHINA


“Abram alas para o Noddy... NOOOODY...” sinto que estou dentro de um livro do Stephen King. “Abram alas para o Noddy... NOOOODY…”. Passei os últimos dias com o meu sobrinho Lourenço “Abram alas para o Noddy... NOOOODY...” e vi mais episódios do Noddy, Ruca, Bob o Construtor e Ilha das Cores do que pensei alguma vez ser possível, sem optar por cortar as orelhas e doá-las a uma instituição de cariz humanitário (ex: máfia russa)

”Abram alas para o Noddy... NOOOODY...”. O problema é que as músicas não saem da minha cabeça. “Eu sou o Bob o Construtor, eu sou o Bob o trabalhador, temos lagartas e escavadoras...” CALA-TE BOB! Elas assombram os meus pensamentos. Acordo com pesadelos em que o Ruca é um menino da Casa Pia e julga que eu sou o Bibi, e vem vingar-se em mim. Depois chama o Bob e com o berbequim fura-me um olho. Enquanto isso o Noddy atropela-me com o táxi onde está a ouvir o cd da Ilha das Cores, na música da Palmira e do Jeremias em auto-repeat.

Como se tudo isto não fosse o suficiente para a minha cara se transformar de tanta dor, ficando com um esgar de terror permanentemente tatuado, estilo José Castel Branco, também passa pela minha cabeça consecutivamente a música de um brinquedo dele. É uma casa de madeira, de onde saem uns cucos enquanto toca uma música de Natal. Por ser Made in China e já ter sido ouvida pelo menos 3 triliões de vezes, há momentos em que a música é mais rápida do que devia, e outros mais lenta. Assim, num minuto oiço “waaaaaaaalkiiiiiinnng innnnnn thhheeeeee wiiiiiiinteeeeeer wondeeeeeerrrrllaaand”, para no seguinte passar a “wkng n th wnter wndrland.”

Preciso de uma imagem que me acalme. Preciso de algo para relaxar. Obrigado.











Foto: Splash News









PS - A Cristina Ovídio, a editora com quem vou trabalhar na revisão editorial do livro, ligou-me esta manhã. “Mas que grande mudança em relação aos outros livros” - disse com a sua voz sempre simpática. “Vamos já marcar data para trabalharmos nele.”

PS Comentários - Miguel: Morangos com Açúcar ou Rebelde Way? Quem vai ganhar? Para quando a versão RTP com o Malato e a Sónia Araújo a fazerem de par romântico?; Su: Tentei ir à Cabeça do Velho, mas fui impedido por um Puma que me queria comer a perna direita; Dora: ou então o Google pifou porque é um dos encapuzados que anda a assaltar bombas de gasolina e está a monte (sempre gostei desta expressão. E porque não e “está a montanha”, ou e “está a planície”?).

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

COMING SOON

Se amam a vossa mulher/marido/amante/filho/enteado/empregada doméstica, acreditam que há um deus (IURD incluída), e desejam a paz no mundo e o fim do aquecimento global, então têm de aqui vir durante a próxima semana.

Mesmo que estejam com uma doença que possa contagiar as teclas do computador, metam luvas. A meio da semana vão aparecer novidades. Estive quase a publicar o vídeo porno que fiz com a Megan Fox, mas o que vai aqui aparecer é bem mais excitante.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

ESTOU VICIADO


Se têm lido o blog nos último dias sabem que estou na Serra da Estrela. Se não têm lido perderam os números premiados do Euromilhões desta noite, que eu dei, depois de ter feito uma sessão espírita com a Marilyn Monroe. Como? Porquê com a Marilyn? Não sei. Escorreguei, bati com a cabeça na parede, uma senhora de cabelo branco começou a falar comigo e imaginei que fosse a Marilyn. Mas de facto a última vez que fui ao oftalmologista ele disse que precisava de usar lentes.

De qualquer maneira pensava que passar uns dias na Serra da Estrela iria ser algo entre a paz de um Sanatório e o repouso de um Lar da Terceira Idade

Aqui o momento mais animado do dia é meter-me à frente de um semáforo e ficar a olhar à espera que passe verde-amarelo-vermelho. Sempre que isso acontece faço uma onda. Eu e mais dois gatos.

No entanto há net wi-fi em vários sítios e por isso consigo uploadar estes posts. Só que ontem descobrir o ciber café daqui. Ok. Não é café, é apenas ciber. Chama-se Espaço Internet Manteigas. E é onde estou neste momento. E cá dentro mais animado só mesmo se existisse um varão e uma stripper russa chamada Svetlana a dançar ao som do Pó de Arroz do Carlos Paião.

Olhando de fora parece uma casa dos Alpes onde a qualquer momento pode sair de cá de dentro um tirolês a cantar yodalehihu. Só que mal entro sinto que estou em Lisboa. Dezenas de computadores topo de gama, com Windows Vista e Rádio Radar para todos ouvirem.

Nos primeiros 10 segundos estas são as 3 primeiras reacções: 1) É à borla, não acredito. Viva Deus e Alá; 2) Isto é o Sasha Summer Sessions da Serra da Estrela; 3) Afinal não, é os Morangos com Açúcar versão montanha.

Quando aqui cheguei à Serra pensei que as pessoas se vestiam de serapilheira e andavam todas de cajado. Mas não. Aqui dentro no Espaço Internet é o local mais concorrido num raio de 50 quilómetros, e eles e elas estão vestidos para engatar. À minha volta, parece que estou num episódio dos Morangos:

- Olha esta gaja, é buéd boa – diz o rapaz que está ao meu lado para o amigo – enquanto vêem um mail.
- Iueduefdjmeijhfpiew – conversa indecifrável de dois filhos de emigrantes portugueses em França, enquanto vêem o Facebook. Não consigo perceber nada, porque falam baixo, conseguindo apenas ouvir bzbzbzbzbz
- Pssssst... psssst – diz um miúdo lá do fundo para chamar a atenção de outro.
- Olha já te disse que não quero barulho – diz o responsável do Espaço Interent ao miúdo que está a dizer pssst. – E vocês não podem estar a ver essas fotografias, já vos tinha dito.
- Foda-se. Perdi – grita um miúdo que está jogar on-line.
- Ahahahaha – ri-se o amigo que está ao seu lado.
- Olha, tu hoje já não voltas cá mais – volta a dizer o responsável pegando no menino palavrão e metendo-o na rua.

Sabem que mais? Estou viciado. Não consigo deixar de vir aqui todos os dias. Agora sim, sinto-me preparado. Podem contratar-me para actor nos Morangos com Açúcar, não como pai ou professor, mas como aluno. Dizem que eu chumbei muitas vezes e que os cabelos brancos existem porque eu sou pintor nas horas vagas, e tenho uma alergia no cabelo e não posso lavá-lo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

UPDATE: FREDDY KRUEGER NO MEU QUARTO


Depois de ter escrito o post de ontem, já não aguentava mais ouvir o duo pai e filha em canções de cariz sexualmente quase explícito, e transformei-me num gladiador. Decidi ir à Associação Recreativa Filarmónica Popular e ver de perto de onde vinha o som que me acordou.

Peguei no meu sobrinho de 3 anos e lá fomos. Se eu fosse ficar traumatizado, pelo menos não seria o único.

Logo à entrada da Associação tive dúvidas se não teria caído num buraco negro e ido parar a uma reserva índia nos Estados Unidos. 89% dos homens tinha a cara completamente vermelha. Como aqui não há praia estava fora de questão estarem com um escaldão. Pelo ar não eram bifas por isso só havia uma razão: o álcool. Naquele momento fui invadido pelo espírito Michael Jackson e pensei que jeito me dava ter ali uma máscara, para mim e para o meu sobrinho.
O bafo a álcool expirado pela maior parte dos homens daria para nos pôr em coma alcoólico se inspirássemos muito fundo.

O meu sobrinho agarrou-me logo na perna, porque nunca deve ter visto seres daqueles, a não ser em pesadelos. Peguei-o ao colo e entrámos na Associação

De imediato um senhor veio ter connosco. A cara dele era de um vermelho radioactivo, e tenho a certeza que ele achou que eu e o meu sobrinho éramos apenas uma pessoa. Nem olhou para mim, esticou-lhe a mão, disse-lhe boa tarde e seguiu em frente.

Do lado esquerdo junto a um órgão Yamaha vi o electricista, o Júlio Iglesias local, com a sua filha ao lado, já cansada de estar a cantar músicas erótico-incestuosas há mais de 6 horas.

À nossa frente as mulheres dançavam com mulheres e os solteiros ficavam a olhar para elas, enquanto as moscas saltitavam de prato de cozido à portuguesa em prato de cozido à portuguesa.

Um outro senhor chegou ao pé de nós e disse-nos “que pena, chegaram mesmo no fim”. Não sei quem é, nem porque tinha pena que não tivéssemos lá estado desde o início.

Nesse momento o Sr. Ascensão vira-se para a plateia cada vez mais pequena, porque o álcool ia fazendo os seus danos colaterais, e pediu a alguém do público para cantar.

Ninguém se ofereceu. Ele não se deixou abater e quando ia começar a tocar a última música um senhor aproximou-se: “Sr. Vítor... o nosso voluntário” – disse o senhor Ascensão. Os 15 espectadores entram em êxtase como se tivessem ouvido o nome “José Mourinho a cantar A Cabritinha.”

Emocionado, o Sr. Vítor disse: “vou cantar um fado dedicado aos combatentes, aos que se encontram aqui e aos que não se encontram.” E arrancou numa música tão triste, que as lágrimas começaram a escorrer. De todos os presentes. Não eram lágrimas normais. Mas sim lágrimas de álcool. E assim, à minha frente foi descoberta a cura para a bebedeira. Chorar. O álcool sai pelas lágrimas e as caras deixaram de ficar vermelho radioactivo.

Milagre! Milagre! Quis dizer, mas não tive coragem. Também eu estava emocionado. E aí reencontrei-me com Deus e pedi-lhe perdão pela quantidade de palavrões que passaram pela minha cabeça nessa manhã quando fui acordado ao som da música da Celine Dion, e em seguida do Twin Peaks em versão acordeão pimba.

Ele perdoou-me e disse: “Se todos fossem como tu, não haveria aquecimento global. Que Alá esteja contigo.”


PS Comentários – Anónimo: nos últimos dias a minha cultura musical portuguesa aumentou tanto, que creio ter ficado com lesões permanentes. Mariana: É ela! Está aqui! Existe mesmo! E já leu o livro! Roam-se de inveja ou então vão a casa dela e roubem-lhe o manuscrito. Su: Olá vizinha. Vou dar um grito a ver se o eco chega aí: olaréhihu... hihu… hu... u. Dora: Obrigado. Espero vê-la nas bancadas com um poster gigante de mim, abraçado a uma lula. O seu Google vai deixar de funcionar. Sofia: derreti-me com a última frase que escreveu. Neste momento sou uma gosma a escorrer pelas escadas. O lado positivo: pelo menos já não caio.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O FREDDY KRUEGER NO MEU QUARTO


Há uns dias escrevi a dizer que era o Michael Phelps. Como é óbvio isso é impossível. Eu tenho o tímpano furado e não posso pôr água no ouvido. Espero que não tenham acreditado nisso. Porque na verdade eu sou o Nelson Évora branco. Esta manhã bati o recorde do triplo salto

Enquanto espero por uma resposta da Oficina do Livro em relação à data de lançamento do novo livro, vim passar uns dias à Serra da Estrela.

Esta madrugada estava a dormir (uma e meia da tarde) quando de repente tive um pesadelo. Levantei-me imediatamente da cama e dei um triplo salto tão grande até a casa de banho, que se o Nelson Évora me tivesse visto, ajoelhava-se aos meus pés e dava-me a medalha de ouro que ganhou.

Cheguei à casa de banho e suava. A minha cara parecia ter sido atingida por um maremoto. Tinha sonhado com a Celine Dion. Passei a cara várias vezes por água... e... oh não... ela perseguia-me. Pelos meus ouvidos entrava a música do Titanic, em versão instrumental, mas com uns arranjos de acordeão e em ritmo pimba.

Dei dois estalos em mim para acordar. Enfiei a escova de dentes nos olhos, mas não acordava. E se não acordava é porque devia estar acordado. E se a música não era um pesadelo, devia existir mesmo. Abri a janela da casa de banho e a olhar para mim, a menos de 3 metros, estavam 5 senhores com barrigas tão grandes que na sombra deles deviam estar menos 7 graus.

Eles bebiam vinho e falavam muito contentes. Logo de seguida começou a tocar a música do genérico do Twin Peaks, também em versão pimba. O meu coração continuava em ritmos preocupantes. O Twin Peaks em versão pimpa... isso é o mesmo que existir um Estrumfe vermelho.

Acabou a música e ouvi a voz de um senhor dizer “estão a divertir-se?”. Desci imediatamente as escadas e entrei em modo CSI: Manteigas. Fui investigar o que se passava e descobri que era o Baile da Liga dos Combatentes, e que se realizava na Associação Recreativa Filarmónica Popular, localizado a 3 metros do meu quarto.

Como cabeça de cartaz uma celebridade local: o Júlio Iglesias da terra. Um pouco mais velho, mas mesmo assim um quebra-corações: o Sr. Ascensão, electricista, e que chegou às fases finais da Família Superstar. Só não ganhou porque o órgão estragou-se e não quis pôr em causa a qualidade artística.

Ele foi o cabeça de cartaz durante o resto da tarde... e em dueto com a sua filha, numa versão que fazia lembrar os bons tempos da família Malhoa, antes da Ana se ter transformado na She Man.

Cantaram músicas do Emanuel, Toy, Quim Barreiros, Ruth Marlene e Tony Carreira. Assim ouvi “gosto de mamar nos peitos da cabritinha”, “aperta com ela”, “coisinha sexy” e outras músicas emanadas a poucos mais de 3 metros de mim, sem que os pudesse mandar calar, senão seria linchado.

Mas pelo menos há males que vêm por bem. No meio disto tudo consegui perceber que a minha verdadeira vocação não é a criação de unicórnios, como sempre julguei, mas sim o triplo salto.


PS Comentários: Dora: 50 episódios já dá direito a Enfermeira Chefe; Licas: o segundo foi logo no dia seguinte num país que tem um nome tão esquisito que o Word não me deixa escrever; Miguel: ainda bem que ele não disse o que fica a fazer na caminha; Fábio: foge da Angelina, ouvi dizer que ela tem chatos; Su: isto fica entre nós… shhhh… muitas novidades para a semana; Sofia: isto fica entre família… shhhh… vê o que escrevi à tua prima; Dora: nesse dia passo a auto-denominar-ne de Tenente-Coronel-General-Barão.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

SOLUÇÃO PARA OS JOGOS OLÍMPICOS


Não sei se sabem mas sou médico. Quero dizer, não tirei o curso de medicina na Faculdade, mas vi mais de 200 episódios do Serviço De Urgência, por isso acho que sou suficientemente qualificado para fazer uma operação ao coração. Ok. Talvez ainda não consiga fazer um transplante, mas uma operação à córnea faço-a enquanto jogo à Wii.

Há uma ideia errada de que os médicos são pessoas exigentes e complicadas. Eu não. Sou um homem simples, que apenas quero o bem do mundo e de Portugal. Assim os Jogos Olímpicos preocuparam-me muito. Não dormi nada na última madrugada. Para além de ajudar os sem-abrigo (no Sims Homeless) não parei de pensar em como foi possível só termos ganho duas medalhas.

Até o Obikwelu ganhava medalhas até ter passado tempo demais em Portugal. Há no nosso país um vírus que faz os olímpicos serem nabos no desporto, mas mesmo assim fazerem passar a ideia de que irão ganhar medalhas e merecerem receber uma parada na lua.

Depois de uma noite sem dormir, descobri uma maneira de ganharmos medalhas. Sigam o meu raciocínio: Inscrevemos apenas um atleta nos Jogos Olímpicos. Não precisamos de mais (ok. Abro uma excepção para a Vanessa Fernandes e NElson Évora). Pegamos nos 15 milhões de Euros dados pelo Estados (nós), ao Comité Olímpico Português, e metemo-los numa conta na Suíça.

De seguida, o Comité Olímpico Português manda um travesti seduzir o Michael Phelps (podem ligar para o Ronaldo brasileiro, porque ele tem bons contactos nessa área). Contratam alguém para tirar fotos e ameaçam o Michael dizendo que as entregam à imprensa. A condição para isso não acontecer: ele naturalizar-se português. Mas como não somos más pessoas o dinheiro é livre de impostos, daí estar numa conta na Suíça.

Assim, apenas com o Michel Phelps (+ a Vanessa e o Nelson) iremos ganhar mais medalhas por cada edição dos Jogos Olímpicos do que teríamos em 4 eternidades sem eles.

Perguntam vocês: e quando o Michael estiver velho, o que fazemos? Nada? Apesar de ser uma pessoa simples tenho boas ideias: manipulação genética. Pegam-se nos genes dele e misturam-se com os da Rosa Mota ou até mesmo com os do Carlos Lopes. É garantido que sairá campeão. Pode nascer com 4 orelhas e 3 olhos, mas será campeão.

domingo, 24 de agosto de 2008

JÁ SEGUIU. AGORA ESPERAR.

Bzzzzzzzzz* * meu telemóvel a vibrar
Tráááássssss* * telemóvel a cair no chão
F#!%-$#* * palavrão quando o vi em modo Transformer espalhado pela sala

VOZ DO OUTRO LADO: Francisco sou eu a Scarlett.

EU: Outra vez tu Scarlett Johansson?! O que queres agora?

VOZ DO OUTRO LADO: Li o teu novo livro. Estou apaixonada pela história.
EU: Como é que o conseguiste ler?! Para além de mim, muito poucas pessoas tiveram acesso a ele.
VOZ DO OUTRO LADO: Pedi ajuda ao Bono. Ele tem contactos.
EU: Ao Bon...
VOZ DO OUTRO LADO: Shhhh. Não digas nada. Casa comigo por favor. Depois de ler o livro tenho a certeza que és o homem da minha vida.
EU: Já te disse que não quero nada contigo. Ainda se fosses a Charlize Theron ou a Megan Fox...
VOZ DO OUTRO LADO: Shhhhh. Estás a espetar-me alfinetes vulcânicos nas pálpebras ao falares dessas flausinas. Eu amo-te e ainda irei casar contigo. Diz-me só quando é que o livro vai ser lançado?
EU: Ainda não sei. Enviei-o agora mesmo para a Oficina do Livro. Durante o fim-de-semana estive a corrigir algumas notas que a Rita e a Mariana sugeriram e acabou de seguir para a editora que tem trabalhado comigo desde o Homens Há Muitos, a Cristina Ovídio.
VOZ DO OUTRO LADO: E quando é que saberás a data do lançamento?
EU: Espero que a Cristina o leia e me diga alguma coisa.
VOZ DO OUTRO LADO: Mas ainda será este ano?
EU: À partida sim. Deverei ter alguma novidade no final desta semana, ou no princípio da próxima. Agora vou desligar o telefone. E nunca mais me ligues, ouviste? Senão pego numa amostra do Ébola que comprei no eBay e envio-te por pombo correio.

Ps Comentários de Quinta- Fábio: Kim Kardashian de rabo pequenino? Ok… começou a contagem decrescente para o apocalipse; Liliana: o Nelson Évora devia dar a medalha dele às pessoas que lêem e comentam no meu blog; Sofia: tu- mais do que ok. Prima da Su. Eu sabia. Não me perguntes como. Acho que é por ser irmão do Professor Bamboo. Adorei a aventura em busca dos Toblerones; Dora: isso dos cabelos é mito urbano, senão não havia carecas. Felizmente enterrei as onomatopeias, elas eram um pouco flausinas; Miguel: Um dueto Jackson-Branco é a minha ideia de pesadelo. Antes ser esventrado pelo Freddy Krueger.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

AS PRIMEIRAS LEITORAS


Neste momento já não tenho unhas. Nem mesmo o Comité Olímpico me quer para participar nos Paralímpicos.

As últimas duas noites foram passadas a alimentar-me de unhas, enquanto esperava pelas conclusões finais das minhas beta readers sobre o novo livro. Elas foram responsáveis pelo aparecimento antecipado da impotência e de 4 cabelos brancos, que entretanto foram arrancados com um alicate.

Telefonema da Rita à meia noite: “acabei de ler.”
Sim, e?! Não se pode deixar um homem numa expectativa tão grande. Gostaste ou não? Estou a caminho dos quarenta, e um ataque cardíaco já olha para mim como um implante de silicone olha para a Pamela Anderson.

“Gostei muito. Acho que o narrador é o homem perfeito. Adorei as sessões dele no psicanalista. Eles têm conversas muito interessantes sobre as relações. Tenho a certeza que é um livro que vai entreter as pessoas, mas sobretudo vai pô-las a pensar.”

Telefonema da Mariana às duas da manhã: “Adorei. Foi o livro que escreveste que mais gostei”. Hmmmm. E erros? Incongruências? De certeza que deve haver algumas? “Nada. Gostei mesmo muito. É completamente diferente dos teus outros livros. As pessoas vão adorar.”

Estive com a Rita à hora do almoço: “.........................”. Não disse nada. Sorriu para mim enquanto me dava para as mãos as páginas do novo livro. E? Não dizes nada?! “Fenomenal”. Só isso? “Achas pouco?”. Já a minha irmã disse o mesmo. De certeza que deve ter partes más. Quero saber o que não gostaste, para melhorar. “Sinceramente não alteraria nada. Acho que está tão bom que mexê-lo ia estragar”

PS Comentários- Miguel : Já não tens salvação. A Iurd não te vai perdoar e esta noite vai mandar o Michael Jackson a tua casa, apenas munido de um dvd feito no Portugal dos Pequeninos. As notícias são a conta-gotas, porque escrever um livro dá mais trabalho do que comer um tremoço; Sofia: Amigas do peito?! Hummm… isso quer dizer que são fufas? E quase me convenceu; Liliana: O que é que recomendava?! Por favor que não seja uma noite com a Vanesssa Fernandes… gulp; CC- Não posso responder a essa pergunta senão corro risco de Jesus Cristo não querer ir comigo esta noite ao Lux; Su :-)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

GOSTARAM DO RESUMO DO LIVRO?

Vejam como me sinto neste momento. Sim, sou eu. Julgavam que era quem? A JLo? Se fosse ela metade da fotografia estaria à sombra, por causa do tamanho das nádegas, e a temperatura teria descido para -15 graus.

Ontem à noite mandei o livro para duas beta readers da minha confiança. A minha irmã Mariana e a minha amiga Rita. Elas vão ser as primeiras pessoas a lerem-no e a darem-me a opinião. Avé Maria cheia de graça, venha a mim o vosso reino...

Esta é a altura em que vou saber se realmente o livro poderá vir a ser considerado lixo nuclear tendo que ser reciclado pelo Wall E, ou se é uma obra prima que irá trazer paz na Ossétia do Sul.
Recebi sms da Rita às 3 da manhã: "já li 150 páginas. Só não continuo porque daqui a 4 horas tenho de estar a pé."

O que é que isto quer dizer!? Que não o vai ler todo porque tem medo que isso perturbe o dia seguinte no trabalho? Será que é assim tão mau? Se ela estivesse a gostar teria dito: estou a adorar. Ou pelo menos: estou a gostar assim-assim. Já me contentava com um: não tão bom como sodoku, mas pelo menos está ao nível de jogos de descubra as diferenças.

A Mariana acabou de entrar no messenger. “Muito diferente dos outros”. Boa frase para começar. Muito diferente?! O que é que isso quer dizer? Isso é mau? Isso é bom? Ou não te queres comprometer? “Já voltamos a falar. Agora tenho de ir, mas estou a gostar muito. Não sei mesmo se não é o teu livro que gosto mais. Amanhã acabo de lê-lo e dou-te a minha opinião final.”

PS Comentários de anteontem– Vírgina: Beijinhos; Sofia: Não sei, hoje não consigo que os meus neurónios executem duas frases seguidas com coerência; 3 – Liliana: não sei, porque sou virgem; 4 – Miguel: Encher chouriços?!?! Sou o Indiana Jones da net (mas ainda sem necessitar de viagra) à procura de fotografias para o vosso bem e dizes que encho chouriços?! Vai já à Iurd e mete lá um dízimo em meu nome, para te redimires; 5 - CC: o livro que mais gosto é este. Há uma evolução muito grande em relação aos outros. Tenho a certeza que vai pôr a pessoas a pensar muito sobre as relações. Quanto a outros autores… gosto de muitos, mas tenho um fraquinho pelo Jay McInerney.
PS Comentários ontem: Dora- bem-vinda ao blog. Fábio- Nem imaginas o que se passa na vida do Pedro. Liliana- Já recuperei de todas as mazelas, excepto do tímpano furado que está ainda maior do que o buraco do ozono. Sofia- Título? Capa? Está para breve. Su- Sabe mesmo bem :-) Muito obrigado a todos vocês que estão de fazer do blog um sucesso em tão pouco tempo. Sobretudo aos que quase diariamente perdem tempo deixando comentários.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

ESTREIA MUNDIAL DO RESUMO


Afinal já não quero ser o Estádio Olímpico de Pequim. Prefiro ser o Pavilhão onde fizeram as provas de natação, o Cubo de Água. Já imaginaram a emoção que deve ser mudar de cor ao longo da noite? Já imaginaram a quantidade de raparigas que o Cubo de Água deve conseguir engatar?

Ah é verdade. Aqui fica a estreia mundial do resumo do meu novo livro:


O que nos leva a relacionar com uma pessoa? O que nos leva a permanecer numa relação? Será possível sermos felizes para sempre?

Sem termos noção, todo o nosso passado condiciona as relações e as pessoas que conhecemos. São sentimentos que nos guiam mas que permanecem guardados dentro do nosso inconsciente e raras vezes têm autorização para sair.

Pedro quer descobrir os mistérios que envolvem as suas relações e começa a fazer uma psicanálise. O que descobre mudará para sempre a maneira como encara a vida e as relações.

Uma reveladora viagem onde descobrimos os segredos que moldam a nossa vida.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

AMANHÃ ESTREIA MUNDIAL


Sou pai. Nasceu o meu filho.*

*nunca percebi porque é que as pessoas fazem sempre metáforas entre livros e filhos. Um livro não chora, não come, nem faz cocó de três em três horas.

Acabei todas as revisões. À minha frente estão agora 227 páginas. Depois de paginado, o livro vai ficar tão grande e tão pesado que poderá ter dupla função: servir para ler, e de arma de arremesso caso algum ladrão entre em vossa casa. Fazendo as contas, até fica barato comprarem o livro, porque escusam de arranjar um taser para se defenderem.

Amanhã venham aqui nem que os tigres do jardim zoológico tenham fugido e estejam a usar as vossas pernas como almoço.

Vou colocar um resumo do livro em estreia mundial.


PS – Comentários: Fábio - O The Grudge ainda hoje me provoca pesadelos. Das duas uma, ou os meus neurónios são amaricados e vestem o fato de banho do Borat, ou então preciso que alguém me faça um transplante de neurónios. Liliana - Um olá com mazelas para a terra das gajas boas. Mafalda - escolher o nome para as personagens é mais complicado do que planear a abertura dos Jogos Olímpicos.


domingo, 17 de agosto de 2008

A MALDIÇÃO SALGUEIRO


Definitivamente tenho de ir ao Professor Bamboo perceber o que se está a passar comigo. Quem acompanha este blog desde o início sabe que nas últimas semanas: 1) Rebentei o tímpano do ouvido esquerdo, 2) Caí de umas escadas de minha casa (25 degraus) e fiquei com um Francisco Siamês, versão africano, no cotovelo esquerdo e um rabo do tamanho JL (Jennifer Lopez), 3) Cortei uma posta do meu dedo mindinho dentro do computador, quando andava armado em empregada doméstica ucraniana, que daria para servir de suplemento proteico a um halterofilista.

Como se isto não fosse o suficiente para parecer o Michael Jackson, este fim de semana estive com o meu sobrinho de 3 anos na piscina.

Durante meia hora ele saltou da borda da piscina na minha direcção e eu tinha de agarrá-lo mal caía na água.

Tudo correu bem, até que ele decidiu armar-se em Nélson Évora. Deu um salto com tanto balanço, que o corpo ficou inclinado como se fosse o Super Homem a voar, e antes dos meus braços conseguirem apanhá-lo as nossas cabeças chocaram uma contra a outra, com uma violência muito semelhante à do desastre do Ayrton de Senna.

Resultado: ele começou a chorar imediatamente. Eu comecei a sentir um monte nascer na minha cabeça. Neste momento está tão vermelho que tenho a certeza que a qualquer momento vai passar de um vulcão inactivo, para cuspidor de lava biónica.

O meu corpo encontra-se tão deformado que pareço o filho que o Michael Jackson teria se fosse para a cama com o Homem Elefante.

sábado, 16 de agosto de 2008

ISTO SIM É AMOR

Hoje é dia do senhor, da paz e da igreja. Por isso vou deixar-vos com uma fotografia que até Jesus de Nazaré aprovaria. É uma foto que simboliza o amor. O amor de um homem por uma mulher com veias biónicas. Um homem que, apesar de se notar pela cara que está repugnado, mantém-se ao lado dela. São exemplos destes que me fazem ter esperança na humanidade.
















Foto: INFdaily.com

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

SOS - CÉREBRO DESFEITO - SOS

A minha cabeça está a vibrar tanto com o excesso de atenção que estou a dedicar à revisão do livro que não tarda muito ela vai fazer-me viajar no tempo. Será uma experiência nova ir à caça de dinossauros com Jesus Cristo, com armas laser que roubámos do futuro.

Finalmente acabei a segunda revisão do livro. Sinto que tenho um animal empalhado na minha cabeça em vez de um cérebro. Ele desfez-se e tenho de falar com a máfia russa a ver se me arranjam um cérebro novo.

Amanhã vou fazer a terceira revisão do livro, e se algum neurónio sobreviver entrego o meu corpo à NASA para fazerem experiências científicas com ele para verem como consegui continuar a respirar.

PS Comentário: Sofia- Obrigado pelo apoio otiteano, mas a touca enrolada à volta da orelha é uma visão do apocalipse, a dois segundos do maremoto. Consegue ser ainda pior do que a transformação diária que a Katie Holmes sofre para passar de mulher a rapazinho-mosca.













foto: Splash News

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

CIGANOS ILEGAIS NO MEU OUVIDO

Acabei a primeira revisão do livro. À minha volta vejo anjos numa rave… nus… esperem aí… que posição é aquela?… perna para cima, rabo para a frente, cabeça de lado… tchiiii… se eles caem vai doe… cuidado!! cuidado!! eu avisei…. (desculpem este momento mas a minha cabeça é um Woodstock versão neurónios, depois de mais de uma semana a rever o livro).

Finalmente todos os capítulos já batem certos uns com os outros. Agora vou começar a segunda revisão: ler o livro todo de seguida, como se fosse um leitor.

PS Otite - Voltei ao otorrino. Tenho de compartilhar estes momentos porque a otite/tímpano furado acompanha-me desde os primeiros dias em que comecei a escrever o livro. Obriga-me a pôr todos os dias, quando tomo banho, uma toca à volta do ouvido, porque não pode entrar água. Não fiquem com essa imagem na cabeça porque pode causar sérias lesões neurológicas. Pensem já em coisas relaxantes… isso… no novo corte de cabelo do Nuno Rogeiro... com gel “Pois é, o buraco não fechou. Se calhar vai ter de ser operado. Fazemos o seguinte: deixamos passar o verão, e depois volta cá porque pode ser, e isso acontece raramente mas acontece, que feche” – disse-me o otorrino.
Oh não! Mais um mês a tomar banho com uma touca à volta do ouvido?! De certeza que não é algo mais simples do que o tímpano furado? Talvez possa ser uma família de ciganos da Quinta da Fonte que decidiu alojar-se no meu tímpano. Não? De certeza?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

$/&$%(/%)(/%)(=/& (mensagem codificada pelo SIS)


”I kissed a girl, and I liked it” (toque do meu telemóvel)


Eu: estou? Quem fala?

A voz do outro lado: não me reconheces a voz pá? Costumamos fazer jogging.

Eu: não. De facto não.

A voz do outro lado: é o Sócrates, pá.

Eu: Sócrates…? Não estou a ver…

A voz do outro lado: o menino de ouro.

Eu: ah. O primeiro Ministro.

A voz do outro lado: porreiro pá. Olha lá. Ouvir dizer que o teu próximo livro é tão bom que já se fala num Booker. Assim sendo, gostaria de saber se era possível doares alguns dos teus neurónios à ciência?

Eu: estás a brincar, ou quê?

A voz do outro lado: claro que não. Não sei se já ouviste que vamos produzir uns computadores portáteis chamados Magalhães. Se conseguíssemos meter alguns dos teus neurónios no processador davas uma grande ajuda.

Eu: mas…

A voz do outro lado: olha lá pá. Isso era uma óptima maneira de impressionares a Charlize Theron… e também a Megan Fox. Ouvi dizer que queres sair com elas.

Eu: sim, mas…

A voz do outro lado: não sejas envergonhado. É uma operação muito simples. Abrimos a tua cabeça e tiramos os neurónios que fizeram com que a história deste teu livro seja uma obra prima.

Eu: mas ainda não acabei de fazer a primeira revisão. Atrasei-me um dia. A largura de banda da minha cabeça está engarrafada. Esta noite os uploads e os downloads foram mais lentos do que estava à espera. Mas amanhã voltaremos a falar. Pode ser?

A voz do outro lado: claro que sim, pá. Então até amanhã.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

SOU O MICHAEL PHELPS DA ESCRITA



Esqueçam o meu pessimismo de ontem. Sou o Michael Phelps da escrita (mas sem o fato de banho justinho de ninja gay). Nado pelas palavras com a graciosidade de uma gazela num monte alentejano, tentado esquivar-se das ortigas.

Estou apaixonado pela história do livro. Sei que é um tique de José Sócrates estar apaixonado por uma coisa que faço e ainda por cima gabar-me disso, mas não consigo deixar de pensar que este livro é tão bom, que é desta que a Charlize Theron vai perceber que eu sou o homem da vida dela. Não Scarlett! Não te quero a ti! Larga-me. Vá lá não sejas chata. Sai daqui. Xôô.

Arranjar o nome das personagens para os livros é sempre complicado. Quando começo a escrevê-los normalmente arranjo o primeiro nome que me vem à cabeça e teclo. O problema é que como sei que não são os definitivos nunca faço grande esforço para me lembrar deles. Depois acabo por dar à mesma personagem 7 nomes diferentes ao longo da escrita. Mas hoje tomei a decisão que a personagem principal vai ter como nome final: Pedro.

Se tudo correr bem amanhã termino a primeira revisão. Claro que tudo vai correr bem. Bom… correr realmente bem só mesmo se eu me transformasse no Estádio Olímpico de Pequim. Aí sim, eu seria um homem feliz para a eternidade.

Ps Comentários – quero agradecer a todos os que enviaram ontem comentários a dar apoio nesta fase de revisão do livro. Sofia, Fábio e Rafeiro Perfumado… que Alá vos dê camelos e moedas de ouro que possam ir ao micro ondas. Quando a mim, deixo-vos uma fotografia do mais belo quadro de Picasso, a Guernica. Aqui está ele. Olhem bem para a sensibilidade do… mas?! O que é isto?! Quem me está a boicotar?! Quem pôs aqui esta fotografia do Simon Le Bom, dos Duran Duran, a jogar Flippers?!*

* benzo-me e tento rezar duas Avé Marias. “Avé? Salvé? Chulé?” Alguém sabe como é que começa?


VIVA PORTUGAL!


Hoje escrevo estas linhas inspirados pelos (horríveis) esforçados resultados dos portugueses nos Jogos Olímpicos. É sempre reconfortante ver como os portugueses conseguem sempre ser (piores) mais humildes do que nas edições anteriores.

Eles fazem (uma péssima figura) o melhor que podem e ao chegar a Portugal (merecem ser fustigados com moedas de dois euros na cabeça) devem ser recebidos como Deuses.

Sugiro que este ano, contratem essa (terrível) surpreende revelação nacional chamada Lobos, para cantar o hino à chegada dos atletas à Portela. Todos de mãos dadas vamos entoar o hino, orgulhosos de ser portugueses. Já sinto uma lágrima a escorrer pela cara. Viva Camões. Viva Portugal.

Há cerca de uma semana acabei de escrever o livro. Mal teclei a palavra Fim, levantei-me, saltei para cima do sofá e comecei numa dança Zulu. Felizmente ninguém me viu, porque se as fotografias fossem parar à internet, provavelmente a Oficina do Livro já não publicaria o livro.

À minha frente tenho 230 páginas (A4, Arial, corpo 12). E sabem que mais? Eu fiz um iPod. Estou tão emocionado comigo mesmo. A sério. O livro brilha. Parece um farol a raios laser. Ainda não o posso mostrar a ninguém porque corro riscos que a comunidade científica queira lê-lo e perceber como uma obra prima é feita, nunca mais sendo publicado.

Este foi o maior livro que escrevi até hoje. Imagino que depois de paginado em formato de livro deva ultrapassar as 350 páginas. Mais um pouco e conseguia ser maior do que a Bíblia.

Este livro, tal como aconteceu com o Homens Há muitos, foi escrito à velocidade da luz. Desde o primeiro dia em que comecei a teclá-lo tinha a história toda na cabeça. Foram cerca de 4 semanas a escrevê-lo, a uma média de 7 horas por dia.

Quando escrevo um livro teclo tudo de seguida e nunca o releio até acabá-lo na totalidade.

Por isso, há cerca de uma semana que ando a fazer a 1ª revisão. Esta parte é tão chata, que aposto que era a única coisa que faria a Amy Winehouse deixar as drogas e a bebida. Estou mesmo a ver eu chegar ao pé dela e dizer: “Olha Amy queres rever o livro por mim?”. E ela: “No No No”. A seguir enfiava-se numa casa de banho pública enrolada no chão e a pedir desculpa a Jesus Cristo por tudo o que fez.

E porque é que rever o livro pela primeira é mais chato do que ouvir um discurso da Manuela Ferreira Leite? Porque leio certas frases e acho que foi o meu sobrinho de 3 anos que as escreveu. Porque posso perder um dia à volta de um parágrafo de 5 linhas. Porque acho que afinal o livro não é tão bom como pensava.

É sempre nesta altura que sinto ter nos meus ombros o diabo e o anjo. Um diz que o livro é muito bom, o outro diz que é péssimo. Só que eu já não sei o que achar do livro e tanto de um lado como do outro sinto ter apenas dois bodes e estão apenas a comer relva.

É em alturas como esta que eu não me importava de ser a extensão de cabelo de uma mulher com piolhos.

domingo, 10 de agosto de 2008

O MAIS BELO LIVRO DO MUNDO


Funcionário do SIS: Chefe estou a interceptar uma conversa que deve ouvir.
Chefe do funcionário do SIS: O que é?
Funcionário do SIS: O Mulder e Scully dos Ficheiros Secretos estão a descobrir algo.
Chefe do funcionário do SIS: Meta isso mais alto.

“- Mulder olha ali ao fundo.
- Scully o que é aquilo?
- Não sei, mas é o mais belo objecto que vi na minha vida.
- Será de origem extraterrestre, Scully?
- Só pode. Algo com aquela beleza ainda não foi inventado na Terra. Acho que estamos perante a prova da existência de extraterrestres.

- Mas tem letras… e estão escritas em português. As letras compõem palavras belas. Scully temos de proteger este objecto. Não pode cair em mãos inimigas. Se o Cancer Man vê isto fará tudo para se apropriar. Esta pode ser a mais bela peça que alguma vez os nosso olhos irão ver. E este título… estou deslumbrado.. que título fabuloso”

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

SOU UM PARALÍMPICO

É oficial: fui contactado pela Federação Portuguesa de Paralímpicos como convidado de honra da equipa portuguesa.

Deixaram ao meu critério escolher qual a modalidade em que quero participar. Estou seriamente a pensar em ir para ginástica rítmica, para abanar as maças e a fita. É um sonho que tenho desde criança. Primeiro quis ser o Mozart, mas depois passei a desejar ser artista de ginástica rítmica. Sempre achei que me dava um ar másculo.

E sabem porque é que recebi o convite?

1) Como disse, há umas semanas, tenho o tímpano do ouvido esquerdo furado (eu acho que é um imigrante ilegal alojado no pavilhão auricular. Quando disse isto ao otorrino ele olhou para mim como se tivesse afirmado: “Pstttt… não diga nada a ninguém mas fui eu que raptei a pequena Maddie. E já agora o meu nome não é Francisco, mas pequeno Frannie.”)

2) Há poucos dias também contei que caí das escadas e neste momento ainda sinto ter um irmão siamês a nascer do meu cotovelo direito (apesar de ser de origem africana), e umas nádegas que fazem com que ande a ser perseguido pelos guarda costas da J Lo para me raptarem, cortarem-nas com um bisturi e transplantarem-nas.

3) Esta aconteceu-me ontem à noite: decidi armar-me em engenheiro electrotécnico, arraçado de técnico de computadores e abri o meu PC para limpá-lo. Tirei parafusos, meti porcas, limpei… olhei para o meu dedo mindinho da mão direita, e de dentro dele saía o sangue de Cristo. Eram desperdiçadas gotas que provavelmente no ebay poderiam ser vendidas a 10 dólares como base de licitação.

Tinha duas hipóteses: cortá-lo para a gangrena não alastrar para o resto do corpo, ou ia lavá-lo e ver como as coisas corriam. Decidi lavá-lo, porque nunca se sabe se um dia não precisarei de utilizá-lo para pagar o meu resgate se for raptado por um comando sunita. Mal o lavei fiquei horrorizado. Não era um simples corte. Tinha a profundidade do Grand Canyon… bem, mais ou menos… quase… pelos menos o naco de carne que saiu daria para alimentar um aldeia africana durante um ano.

Ou seja, neste momento faltam-me uns centímetros do dedo mindinho.

Desejem-me sorte porque vou, agora mesmo, embarcar para Pequim. Vão ver como irei representar Portugal com orgulho e dedicação, dançando de latex, com a fita na mão, ao som do Boys, boys, boys da Sabrina.

Já agora, peço ao nosso presidente que também proíba o tráfego aéreo por cima da minha casa, porque com a sorte que tenho tido, o mais certo é se passar uma avioneta, irá soltar-se a hélice, que vem directa ao meu dedo, lasca a unha, que salta para o olho, cegando-o, e com a dor dou um berro tão alto que fico surdo.

Mas tenho de ver as coisas pelo lado positivo. Pelo menos não sou uma agência do BES. Porque se fosse, e com a sorte que tenho tido em mazelas, não entravam em mim dois assaltantes brasileiros, mas sim dois elementos da Al-Qeda, que fariam explodir uma bomba. Provocaria uma derrocada, o prédio cairia em cima de mim, e eu não morria da explosão mas do peso dos destroços, e de forma lenta.

PS - Juro… juro… juro que no próximo post falarei mesmo sobre o estado do livro.
PS Comentários - Sofia: Não sei porque mudei o nome de Thunderbird para Pyto. Realmente Pyto é muito mau. Thunderbird dá um ar digno. Um ar de Presidente que é simultaneamente rei. Miguel Costa: Era uma óptima ideia meter as várias hipóteses para o título do livro, só que já o tenho e estou apaixonado por ele (podia ser pior, podia estar apaixonado por um fóssil de uma beterraba)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

SÔDADE... SÔDADE (ler ao som da Cesária Évora)



Como disse ontem fui invadido pelo espírito de uma empregada doméstica que viveu há muitos anos em minha casa e morreu em circunstâncias misteriosas, que envolveram um dragão e um anão.

Por isso há dois dias que as minhas noites são passadas a abrir gavetas e a deitar fora papéis antigos. No meio de duas edições do jornal “O Século” do ano em que nasci, 1897- sim eu sou um viajante no tempo e amigo do Mulder - descobri 8 folhas agrafadas que pensava já terem ido para o lixo. Se naquele momento os 3 pastorinhos estivessem ao meu lado seria considerado milagre e iríamos dizer que na semana seguinte a Nossa Senhora iria aparecer no CCB a fazer um recital de dança do ventre.

Essas 8 folhas foram o primeiro livro que escrevi. Devia ter uns 7 anos. Lembro-me como se tivesse sido há 5 minutos que era verão, estava encostado no portão da casa dos meus vizinhos e a minha irmã andava de bicicleta na rua e sempre a perguntar-me quando é que ia parar de escrever para ir andar com ela de bicicleta.

A história chama-se “Morte na Casa Campo” e é um mistério estilo Poirot. Deixo-vos aqui hoje a primeira página e poderão ver como eu já na altura era a Michelle de Brito da escrita (sim, também tinha cabelo louro, comprido e encaracolado. Qual o problema? Nunca tiveram dúvidas sobre a vossa sexualidade?)
Ps - Prometo que fica para o próximo post tudo sobre o fim do novo livro.


Ps Comments - Fábio: não eram revistas Playboy as que deitei fora, mas sim a Gina de 1982; Joana: Bem-vinda a Lisboa; Sofia: sim, os toblerone são light, com recheio de creme; Miguel: nem o David Copperfield conseguiria descobrir o título do livro... brevemente vais perceber porquê.

ATENÇÃO SE FAZ FAVOR

Tenho tido algumas reclamações no blog porque há alguns dias que não meto fotografias, que vos levam a dizer “ahhhhh”, “ehhhhhh”, “ihhhhh”, “ohhhhh”, “uhhhh”.

Mas têm de entender que não há fotografias boas todos os dias. Preciso que sejam compreensivos. Já o Martin Luther King dizia: “Eu tenho um sonho.” E eu também. Só que no meu caso, e como sou um homem simples, e gostos humildes, contento-me com fotografias da Madonna a parecer um zombie, ou da Kim Kardashian com um rabo que poderia afundar as Berlengas.

Mas elas não surg… hã?! A Lily Allen?! Como é que esta fotografia apareceu aqui? Martin foste tu? É um presente teu?















Foto: xposurephotos.com

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

UMA VACA CHAMADA IDADE


Não há nada pior do que a idade (não George Clooney a guerra no Darfur não é pior. Vai lá perguntar aos velhotes das aldeias, espalhadas pelo meio do deserto, a ver se eles não me dão razão. Porquê? Porque já não conseguem fugir quando os atacam. O quê? Vais chamar quem? O Bono? Podes parar de me atirar com perdigotos? E já agora, não me interrompas mais porque estou a tentar escrever. Bolas que és chato).

Como estava a dizer antes de ser barbaramente interrompido pelo George Clooney não há nada pior do que a idade. Ontem à noite fui possuído pelo espírito de uma empregada doméstica que deve ter vivido na minha casa há muito tempo e ainda quer ajustar contas com os vivos.

Não me deu para lavar a sanita mas para fazer arrumações e deitar toneladas de revistas para o lixo. No total devo ter colocado no caixote (não George Clooney não reciclei. Será que posso definir o Norton anti vírus para te bloquear?) cerca de 4 árvores da Amazónia.

A minha casa tem centenas de escadas. O que é bom para fazer exercício, mas muito mau para quando se tem de fazer equilibrismo, mas ainda se é um Jedi estagiário. Eu julgava que já era um Jedi à seria e empilhei, pelo menos, umas 50 revistas, peguei nelas e comecei a descer as escadas.

Os 5 primeiros degraus correram bem. Só que o pé falhou no sexto e imediatamente a minha casa passou a chamar se Wet ‘N Wild - Escorregas e Diversão. Atirei as revistas para o ar enquanto tentei agarrar-me às paredes, ao mesmo tempo que o rabo dizia au.

Nos cinco segundos seguintes parecia estar num filme do David Lynch. Choveram revistas na minha cabeça, os meus braços pareceram um polvo e o rabo meteu os papéis para emigrar do meu corpo. Só faltou aparecer um anão e começar a falar ao contrário enquanto surgia a Laura Palmer a dizer: “foste tu que me mataste.”

Resultado: neste momento há vários galos a crescer a ritmos preocupantes em diferentes zonas do meu corpo. Os que merecem mais atenção são o do cotovelo direito que está tão grande que parece estar a nascer-me um irmão siamês e o do rabo, tão gigantesco que ao meu lado o da Kim Kardashian parece anoréctico.


Se eu fosse mais novo acham que isto me teria acontecido? Claro que não. Assim que o pé falhava eu atirava com as revistas ao ar, dava um duplo mortal empranchado, caía direito e ainda apanhava todas as revistas, pela ordem inicial. O público levantava-se em êxtase e o júri dava a pontuação máxima: 10. O Comité Olímpico Português metia-me de imediato num avião a tempo de participar nas provas de ginástica em Pequim.

Cheio de dores, como estou neste momento, só mesmo nos paralímpicos.


PS- Ah! É verdade. Acabei de escrever o livro. Amanhã todas as novidades.

PS2- Fábio (o mais fiel comentador aqui do blog): essa da Hannah Montana fez-me rir tanto que caí para o chão, e para tentar amortecer a queda bati com o braço, parti o galo e saiu lá de dentro um urso polar cor-de-laranja. Juro. Tudo aquilo que escrevo é sempre verificado falando com, pelo menos 5 fontes diferentes, incluindo o peixe vermelho que tenho à minha frente. O que me parece bastante credível. Pelo menos mais do que as fontes da Polícia que diziam que os McCann eram praticantes de swing.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

BARÃO FRANCISCO

Só uma razão muito forte me faria vir aqui uma segunda vez hoje. Algo do estilo, o Cavaco Silva ter-se tornado num Transformer, chamado Cavacus Prime, e estar a combater o Batman em cima do tabuleiro central da Ponte 25 de Abril.


Só por algo deste calibre é que eu deixaria de ler a Crónica Feminina de 1971, que era o que fazia quando fui interrompido por esta notícia, onde aprendia a fazer ponto cruz.
Por isso, o que venho aqui dizer é solene. Esqueçam os gémeos JoPitt. São apenas bebés. Choram, fazem cocó e dormem. Até um pepino é mais divertido.


Acabou de ser censurado nos Estados Unidos o anúncio do perfume Obssesion, da Calvin Klein. Dêem uma espreitadela (despachem-se porque também pode ser retirado da net a qualquer momento). Não vale a pena agradecerem-me. Contento-me se me passarem a chamar de Barão Francisco:
http://www.youtube.com/watch?v=KjmcajhA-1g

CUIDADO COM O BIBI


Estou mesmo entusiasmado com o… NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA… NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA… NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA… interrompo este blog porque acabou de ser avistado o Monstro do Loch Ness no rio Tejo. Cospe fogo azul e já queimou o Castelo de São Jorge. Segundo uma fonte próxima, que preferiu o anonimato, seguem-se o Martim Moniz e Conde Redondo (não obrigatoriamente por esta ordem).

Bem sei que hoje o mundo está em pausa. Há apenas um acontecimento que está a movimentar a atenção de todas as pessoas. Consta até que foi feita trégua na Faixa de Gaza.

Comecei o blog com uma notícia bombástica, mas não creio que mesmo assim vá conseguir que alguém aqui venha hoje. Hoje só um há assunto que interessa no mundo. Um assunto que faz com que o elevado preço do petróleo pareça insignificante. Algo que pode mudar as relações entre os Estados Unidos e o Irão: a publicação, em estreia planetária, da fotografia dos filhos da Angelina Jolie e do Brad Pitt.


Aqui estão eles na capa da Hola, ou como se dizia nos anos 80, da ihola. Sinceramente alguém consegue perceber porque razão foram pagos cerca de 9 milhões de euros pelas fotos?

Já olhei para os bebés como muita atenção. Tinha a esperança que viessem equipados com garras (versão eléctrica), ou guelras, mas não. São bebés normais. Olhem bem para as fotos e digam se vêem algum pormenor que me esteja a escapar (não, não têm uma cauda mecânica, nem unhas que servem de retrovisor).

Não que isto hoje vá interessar a alguém, mas estou quase-quase-quase a acabar de escrever o livro. E sabem que mais? Estou completamente apaixonado por ele. Se fosse o Tom Cruise estaria a saltar para cima do sofá da Oprah, no nosso caso, estaria a saltar para cima do sofá da Fátima Lopes.

Foto: hola.com

PS - A Sofia Napoleão enviou ontem um comentário a perguntar: como é que há alguém capaz de ir para a cama com uma pessoa chamada Tia Cristina. Aceito sugestões.

PS2 - Fábio: gostei da tua hipótese de o tremor de terra na Califónia, na semana passada, ter sido causado pela Kim Kardashian a saltar da cama.
Isso levantou-me logo de imediato uma dúvida preocupante: se ela mergulhar de chapão no mar poderá provocar um maremoto?



domingo, 3 de agosto de 2008

SOU MUITO CULTO


Todos os dias leio jornais de respeito. Aqueles que se fossem pessoas cumprimentaria com uma vénia, e jamais com um hi5 ou palmadinha nas costas. Seria com a deferência que só pessoas como o Papa ou Jesus Cristo merecem.


No outro dia comecei pelo Times, onde estive a ler um artigo sobre o Barack Obama que dizia “as estrelas alinham-se no céu de Barack Obama”. Gostei da imagem e senti-me satisfeito comigo mesmo pelo meu interesse na cultura e nos problemas do mundo.

De seguida, e inspirado pelas sábias palavras do Times, abri o Público para ler um comentário sobre os apertos de mãos de José Sócrates a Gadhafi, José Eduardo dos Santos e Chavéz. “Isto sim”, pensei para mim, “sou mesmo culto. Agora devia ir ver um filme à Cinemateca e depois à Fábrica de Braço de Prata ouvir uma palestra sobre a poesia de Fernando Pessoa.”

Só que ouvi um pssst. Pensei que era o buraco que tenho no tímpano que precisava de atenção. Talvez quisesse brincar ao Ruca. Mas o psst continuou. Era um psst feminino. E vinha do jornal.


Olhei e vi um artigo, que provavelmente esconde um dos grandes mistérios da natureza. Muito maior do que o mistério dos três pastorinhos: aldrabões ou malta fixe?

Olhei com a atenção e senti-me orgulhoso por ser um artigo publicado num jornal português. Nem mesmo o Times tinha um artigo possuidor de um jogo de palavras que faria com que o Eça de Queirós não pudesse sequer ser estagiário num jornal de futebol.

Era um artigo pequeno. Há uma ideia errada que os bons artigos têm de ser grandes. Dizia assim: ”A Tia Cristina em privado – Com desejos loucos, atende cavalheiros só de nível, das 17h às 22h. Lisboa. Telemóvel XXXX”.

Nesse momento e devido à complexidade do texto descobri como são feitos os buracos negros e como é que o rabo da Jennifer Lopez desafia a gravidade.

O que é um cavalheiro de nível?

Os Lobos parecem trogloditas a cantar o hino, mas são de boas famílias. Isso significa que têm nível? O Pinto da Costa é presidente mas dá bufas? Tem nível?

O que é ter nível escrito num anúncio destes? É pedir se faz favor para ela tirar o soutien? Mas isso não é incompatível com o facto dela ser louca na cama? Então ela pode ser louca e ele tem de ter nível?

PS- Nunca pensei que a publicação da fotografia da Kim Kardashian no post de sexta-feira tivesse mais sucesso do que o Código DaVinci (tchiii… esta metáfora é tão 2004. Desculpem mas a culpa é do aquecimento global. A sério. Foi o Al Gore que me disse. E se ele diz é verdade). O Fábio deixou um comment onde dizia que ela “parece a J-Lo versão loja do chinês”. A Petúnia e Gardénia (estou derretido com o que anda a ensinar à sua filha) dizia que o rabo tinha um wonderbra. A Su afirmava que ela estava grávida nas costas. Meninos e meninas. Estão muito enganados. Aqui está a razão pela qual a zona a sul das costas da Kim Kardashian parece uma borbulha infectada.

















Foto:
Flynet