segunda-feira, 15 de junho de 2009

FEEDBACK AO NOVO LIVRO

www.franciscosalgueiro.blogspot.com

Não consigo deixar de ficar impressionado com todo o apoio que tenho recebido. Que os meus amigos digam que eu sou o maior e me dêem palmadas, não fazem mais do que a obrigação, porque senão lanço sobre eles um feitiço que os transformará em discotecas gay, em permanente ladies' night.

Mas ler os vossos mails, sms, mensagens nos sites sociais e posts nos blogs, tem-me deixado muito, mas muito feliz.

Pedro Assis de Oliveira, autor do blog http://sonscoresesabores.blogspot.com, escreveu este texto fabuloso:


Depois de "Amei-te em Copacabana", Francisco Salgueiro regressa com um novo romance, "A Praia da Saudade", uma estória bem contemporânea mas com raizes no período do Estado Novo e da ditadura Salazarista.

"A Praia da Saudade" é um romance envolvente e que demonstra sem sombra de dúvida que Francisco continua a evoluir - e bem - nos caminhos da boa literatura. Este romance conta-nos a estória de um amor impossível entre um rapaz de uma família que luta pela liberdade e uma rapariga que foi educada segundo os mais severos ditames da trilogia "Deus, Pátria, Família", tão cara à Mocidade Portuguesa Feminina e a Salazar.

Numa espécie de "Romeu e Julieta" à portuguesa, com as devidas adaptações claro, o casal tenta por todos os meios lutar contra uma sociedade hipócrita e com valores de duvidosa moral, quer social, quer religiosa, que os impede de serem felizes um com o outro.

Com uma componente histórica muitíssimo interessante, completa e didáctica, Francisco Salgueiro soberbamente transporta-nos para uma época tão recente no tempo quanto longínqua nos hábitos e costumes, em que nem tudo o que parece é e em que mais vale parecer do que ser para se atingirem objectivos muitas vezes de duvidosa rectidão e correcção face à postura oficial do Governo e das ideias de António de Oliveira Salazar. Uma brilhante lição de história que nos ensina a dar o devido valor a coisas que hoje temos por tão adquiridas que nem lhes damos o devido valor. A liberdade de expressão, de pensamento, de cultura mesmo, que hoje nos é tão natural e inerente à nossa condição de nação civilizada, surge como algo severamente reprimido, cerceado, censurado, adulterado e truncado, em defesa de valores que, na prática, não eram mais do que sombras daquilo que, afinal, era a realidade do que se passava à porta fechada.

Francisco Salgueiro consegue, neste "A Praia da Saudade", criar personagens de grande dimensão e profundidade psicológica, levando-nos a viver este romance alheio como se nosso próprio fosse, sofrendo com elas, emocionando-nos com as suas aventuras e desventuras, enternecendo-nos com as suas conquistas, fazendo mesmo aqui e ali provocar uma deliciosa "pele de galinha", tal o modo certeiro e realista como descreve as situações que vão vivendo a cada dia que passa.

E é igualmente de referir os volte-faces que a estória aqui e ali dá e que lhe dá um acrescido sabor a beleza, daquele género pela qual se chora e suspira, tão comovente que é.

É pois um livro que muito recomendo e que certamente será um sucesso de vendas, tal a fórmula usada e a escrita escorreita, desempoeirada e cativante com que Francisco Salgueiro nos brinda. Este é um dos autores da nova geração que urge seguir de perto, pois estou convicto que muitas e boas supresas ainda nos reserva.

Portugal, 1964. Salazar proibia a Coca-Cola, a censura amordaçava escritores e a PIDE prendia inocentes. Beatriz e Rodrigo apaixonam-se. Ela de educação católica e membro da Mocidade Portuguesa Feminina. Ele, um defensor da liberdade e crítico do regime.

Em plena ditadura havia apenas uma regra no que tocava às relações: não se apaixonar pela pessoa errada.

Quarenta e cinco anos mais tarde, o neto de Rodrigo abre um cofre fechado durante décadas e encontra as cartas de amor trocadas entre os dois. Descobre a história de uma paixão impossível, que tentou sobreviver às pressões sociais de um país mergulhado nas trevas do regime salazarista.

Entre o ambiente de Lisboa nos anos sessenta, a guerra em África e o retrato de uma sociedade governada pelo medo, o autor, com base numa historia real, escreve um romance emocionante a que nenhum leitor ficará indiferente.

Poderá ainda haver um final feliz, ou será tarde demais?

A Praia da Saudade

Francisco Salgueiro

Oficina do Livro

www.fransciscosalgueiro.com

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