terça-feira, 12 de agosto de 2008

VIVA PORTUGAL!


Hoje escrevo estas linhas inspirados pelos (horríveis) esforçados resultados dos portugueses nos Jogos Olímpicos. É sempre reconfortante ver como os portugueses conseguem sempre ser (piores) mais humildes do que nas edições anteriores.

Eles fazem (uma péssima figura) o melhor que podem e ao chegar a Portugal (merecem ser fustigados com moedas de dois euros na cabeça) devem ser recebidos como Deuses.

Sugiro que este ano, contratem essa (terrível) surpreende revelação nacional chamada Lobos, para cantar o hino à chegada dos atletas à Portela. Todos de mãos dadas vamos entoar o hino, orgulhosos de ser portugueses. Já sinto uma lágrima a escorrer pela cara. Viva Camões. Viva Portugal.

Há cerca de uma semana acabei de escrever o livro. Mal teclei a palavra Fim, levantei-me, saltei para cima do sofá e comecei numa dança Zulu. Felizmente ninguém me viu, porque se as fotografias fossem parar à internet, provavelmente a Oficina do Livro já não publicaria o livro.

À minha frente tenho 230 páginas (A4, Arial, corpo 12). E sabem que mais? Eu fiz um iPod. Estou tão emocionado comigo mesmo. A sério. O livro brilha. Parece um farol a raios laser. Ainda não o posso mostrar a ninguém porque corro riscos que a comunidade científica queira lê-lo e perceber como uma obra prima é feita, nunca mais sendo publicado.

Este foi o maior livro que escrevi até hoje. Imagino que depois de paginado em formato de livro deva ultrapassar as 350 páginas. Mais um pouco e conseguia ser maior do que a Bíblia.

Este livro, tal como aconteceu com o Homens Há muitos, foi escrito à velocidade da luz. Desde o primeiro dia em que comecei a teclá-lo tinha a história toda na cabeça. Foram cerca de 4 semanas a escrevê-lo, a uma média de 7 horas por dia.

Quando escrevo um livro teclo tudo de seguida e nunca o releio até acabá-lo na totalidade.

Por isso, há cerca de uma semana que ando a fazer a 1ª revisão. Esta parte é tão chata, que aposto que era a única coisa que faria a Amy Winehouse deixar as drogas e a bebida. Estou mesmo a ver eu chegar ao pé dela e dizer: “Olha Amy queres rever o livro por mim?”. E ela: “No No No”. A seguir enfiava-se numa casa de banho pública enrolada no chão e a pedir desculpa a Jesus Cristo por tudo o que fez.

E porque é que rever o livro pela primeira é mais chato do que ouvir um discurso da Manuela Ferreira Leite? Porque leio certas frases e acho que foi o meu sobrinho de 3 anos que as escreveu. Porque posso perder um dia à volta de um parágrafo de 5 linhas. Porque acho que afinal o livro não é tão bom como pensava.

É sempre nesta altura que sinto ter nos meus ombros o diabo e o anjo. Um diz que o livro é muito bom, o outro diz que é péssimo. Só que eu já não sei o que achar do livro e tanto de um lado como do outro sinto ter apenas dois bodes e estão apenas a comer relva.

É em alturas como esta que eu não me importava de ser a extensão de cabelo de uma mulher com piolhos.

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