terça-feira, 22 de julho de 2008

Dia 2

Estou nervoso. Não do estilo “devo meter implantes nos lábios ou nas nádegas?”, mas aproxima-se do “se eu puser o meu braço dentro da jaula de um leão ele vai palitar os dentes com ele?”.

O meu blogue foi inaugurado ontem pelas 3 da manhã e hoje, sem ter avisado ninguém, já tinha comentários. Isto nem a Paris Hilton. Agora fico mesmo com a certeza que alguém lê o que escrevo.

Sempre estive convencido que era a minha mãe que comprava todos os livros e depois dava-os à Cáritas, para serem usados como cobertores pelos sem-abrigo, mas pelos vistos não. Há quem se dê ao trabalho de ler e de comentar na hora. Obrigado. Muito obrigado. Só que isso deixa-me nervoso. Estou com palpitações e suores frios. Agora sei o que o Karadzic sentiu quando foi preso. Tudo o que teclar aqui vai ser comentado no dia seguinte. Sinto-me a Nereida desnudada a tirar fotografias na praia. Ha! Aposto que o Karadzic nunca pensou ver o seu nome escrito no mesmo parágrafo que uma donzela desnudada e com celulite. É por estas e por outras que eu sou chamado o David Copperfield da escrita.

Quanto ao livro: desde que a inspiração de Deus se abateu sobre mim, confirmo que a Alexandra Solnado é uma sortuda por conseguir estar diariamente no messenger com Jesus. Eu já me contentava em falar com o segurança que recebe as pessoas às portas do céu.

Se um simples mail de Deus provocou esta onda de inspiração em mim, nem quero pensar no que poderia acontecer se fosse beber umas cervejas com ele.

A verdade é que já vou com 100 páginas escritas. Para comemorar tomei uma decisão. Daquelas que são um ponto de viragem na nossa vida. Assim estilo: o dia em que Cavaco Silva decidiu comer bolo rei à frente das câmaras de televisão.

A partir de hoje vou relatar tudo o que for acontecendo com a escrita do livro, até ao dia do seu lançamento.

Ora então vamos lá:

Novo livro. É uma história de amor. Sim, eu sei que se dissesse que era uma intriga policial passada na atlântida seria tão estranho como um Estrumpfe vermelho concorrer aos Jogos Olímpicos. Mas este livro é, de facto, diferente dos outros que escrevi:

1) Exterminei as onomatopeias. Ou seja, não vão ler mais os CUUUUUUUUUIDADO, SIIIIIIIIIIIIIIIIM, ADEEEEEEUUUUUSSS;
2) Pedi ajuda ao Irão e lançámos uns mísseis sobre os pontos de exclamação e de interrogação em excesso. Eu devia ir para o Guiness, por nalguns dos anteriores livros ter batido o recorde de pontos de exclamação e interrogação por página;
3) Estou com uma otite. Não tem nada a ver com o livro, mas ela pediu-me para ser falada. Aqui fica a minha homenagem a essa bela doença que faz com que o meu ouvido esteja em pior estado do que a Amy Winehouse

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