quarta-feira, 8 de outubro de 2008

AMEI-TE EM COPACABANA - O LANÇAMENTO PARTE 2

Rio de Janeiro… Rio de Janeiro… Rio de Janeiro… Rio de Janeiro… Rio de Janeiro

Copacabana… Copacabana… Copacabana… Copacabana… Copacabana…

Ontem acordei de sonhos onde só passavam pela minha cabeça as palavras Rio de Janeiro e Copacabana. Ao abrir os olhos, vi que estávamos debaixo de uma Tempestade Tropical nível 5, e pensei o pior: o Colombo ia ficar alagado e teria de ir até lá de barco a remos. A minha grande preocupação era: onde é que irei comprar um barco a remos? 

Mas o dia foi passando e o sol transformou-se no Rocky, dando um upper cut nas nuvens e elas desapareceram.

Às 18:30 meti-me no carro… sim, confesso com alguma pena, porque teria alguma graça ir até ao Colombo de gôndola… e arranquei. 

Mal cheguei à FNAC senti-me o Will Smith no I Am Legend. Tudo deserto. Não via ninguém. Até havia fardos de palha a rebolarem pelo chão. Ainda não tinha chegado ninguém. Grande bronca. E se não aparecesse ninguém?! Oooops. Pior ainda… e se o mundo tivesse acabado e eu não tivesse dado por nada? Pior ainda… e se eu me tivesse afogado no temporal e achasse que estava vivo?

Eu acho que foi Jesus, um bocado chateado comigo, que me quis pregar um susto. Ele tinha-me perguntado se podia ir ao lançamento. Eu disse que não porque podia assustar as pessoas. Imaginem só o que era verem uma pessoa de túnica branca, barbuda e descalça a andar pela Fnac…

As pessoas começaram a chegar e rapidamente entrei em modo 5 segundos. Ou seja é o tempo que consigo falar com alguém sem que chegue logo outra pessoa: “olá, obrigado por teres vin… “ interrompo e tenho que cumprimentar alguém que chega. 

Até que à minha frente aparece a Maya, que ia fazer a apresentação do livro. Eu escolhi a Maya para apresentar o livro porque desde o Homens Há Muitos que se tornou numa leitora assídua dos meus livros, e para as apresentações dos livros gosto de ter sempre alguém que conheça o que escrevo e, sobretudo, que goste. Alguém que quando está a falar dos meus livros não troque o meu nome e me chame de Fernando Salgado.

Desde o primeiro dia que a Maya tem sido uma pessoa que apoia muito os livros. E para quem não sabe é uma das pessoas mais simpáticas e educadas que conheço. 

Depois de muitos minutos a cumprimentar todas as pessoas, a Maya, eu e a Cristina Ovídio (que para quem acompanha o blog sabe que foi a editora que trabalhou comigo para a sua publicação), fomos para o palco e sentámo-nos.

Primeiro falou a Cristina, depois a Maya e por fim eu. Eu falei à velocidade da luz, porque ando a ver se os meus discursos conseguem entrar para o Guiness, mas sobretudo porque sabia que tinha de guardar forças para o que vinha a seguir: os autógrafos. 

Mal acabou a apresentação do livro formou-se uma fila de pessoas que tinha pelo menos 12,5 quilómetros. Durante doze horas estive a assinar livros. Quero dar os parabéns às pessoas que têm um autógrafo meu no livro, caso já tenham percebido o que lhes escrevi. A minha letra parece sofrer cronicamente de um terramoto e nem eu às vezes entendo.

Depois de a minha mão direita ter ficado com uma lesão para o resto da vida fui jantar… tão esfomeado, que se tivesse à minha frente uma galinha, comi-a mesmo sem a depenar.

E assim foi o lançamento do livro. Quero agradecer a todos os que lá foram, aos que não foram mas mandaram mensagens de apoio, aos que não foram mas gostariam de ter ido, e sobretudo a vocês que lêem regularmente o blog, foram lá e conhecemo-nos pela primeira vez.

Muito obrigado.


Sara: Fica para a próxima :-); Dora: :-) Quanto ao Cartaz, houve uma questão técnica e só vai ser esta quinta; Pedro: :-) se da FNAC quiserem, lá irei; Cat: como está a correr tudo por aí? Manda-me mail para combinarmos o autógrafo no livro; Virgínia: :-) 

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