sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

DIÁRIO DO NOVO LIVRO - DIA 3

Anda aqui uma pessoa a abrir a sua sensibilidade para ser gozada.

"- Estou Francisco. Estas a brincar, não estás?
- Olá, estás boa?
- Então tu choraste no final do teu livro?
- Sim.
- Não acredito. Fartei-me de rir quando li isso. Como é que tu choras no fim de um livro que escreveste?
- Sei lá. Emocionei-me.
- O que eu me ri às tuas custas"

Conversa tida ontem com uma amiga minha ao telefone, depois de ter publicado o post "Diário do novo livro - dia 2". Conclusão: uma pessoa não pode ser sensível. Para a próxima vou escrever um livro sobre a ligação erótica entre o dono de um ferro-velho e o pára choques de uma carrinha Hiace. Aí não choro, nem sou gozado. Macho que é macho não chora e só pensa em cervejas e tremoços.

Vim só aqui para contar isto. Precisava de desabafar. Agora tenho de voltar para a edição do livro, que iniciei hoje às dez da manhã. Pânico: comecei a rescrever totalmente parágrafos! Isto pode ser bom. Isto pode ser mau. É como uma chuvada: enche as barragens mas dá cabo das plantações.
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