sexta-feira, 6 de março de 2009

AS ORIGENS DA PRAIA DA SAUDADE - PARTE 1

www.franciscosalgueiro.blogspot.com

A segunda pergunta que mais vezes me fazem em relação aos meus livros é: "Como é que tiveste a ideia para essa história? "


A pergunta que mais vezes me fazem é: "Sabes uma coisa? A minha vida dava para escreveres um livro. Nem imaginas as coisas que me acontecem. Ia ser um best seller" (depois entram em modo maratona verbal e as histórias são, na maior parte das vezes, tão banais que nem poderiam ser publicadas num panfleto). Se por cada pessoa que me tenha feito esta pergunta eu ganhasse ¼ de cêntimo, hoje tinha o Bill Gates como meu empregado doméstico e agora estava a engomar-me a roupa interior.


Normalmente os livros aparecem na minha cabeça de maneiras variadas. Uns são escritos com base na raiva, outros na paixão, outros no entretenimento. Todos chegaram até mim de formas sempre diferentes. Uns foram sendo criados há medida que os escrevia, mas outros eram partos mais difíceis que me obrigavam a pensar muito sobre o passo seguinte.


"A Praia da Saudade" é o livro pelo qual tenho o maior carinho de todos. É como se fosse uma mulher que entrou na minha vida de uma maneira tão subtil que antes de perceber que estava apaixonado já a amava.


Tudo começou numa noite quando estava deitado. Tinha acabado de escrever o "Amei-te em Copacabana" umas 4 semanas antes e os meus neurónios precisavam de férias sabáticas.


Só que, sem eu saber, eles tinham continuado a trabalhar num processo de associação livre, onde reuniram pedaços de histórias e fragmentos, que nessa noite se juntaram e tocaram na campainha do meu consciente. Nos primeiros minutos fingi que não ouvi (tal como faço quando batem à porta de minha casa testemunhas de Jeová). Mas já aprendi que quando a inspiração surge, não pode ser desperdiçada.


Levantei-me de imediato da cama e num processo entre a hipnose e o transe de ecsatsy, em 5 minutos fiz o esquema do livro numa folha A4. Desde o início até ao final. Foi algo que nunca me tinha acontecido. Em apenas 5 minutos todo o esqueleto do livro estava feito.


Fui para a cama tão feliz como na noite em que perdi a virgindade


(to be continued)



Ps Comentários: Escrava- O Slash e os Oasis podem ser ricos, mas pelo menos são mais feios do que um lobisomem sem maquilhagem; Joana- :-); Sofia SC- Eu sou um democrata, só que quando esse nome entra no blog transformo-me no fantasma do Salazar; Dora- Passe a palavra porque quero ver soutiens atirados no dia do lançamento; Verida- A sensibilidade tinha estado num reformatório e saiu para escrever este livro (mande sempre mail para aqui, meu site, hi5 ou facebook. Não posso responder no twitter porque senão as respostas são sincronizadas para todos os sites onde tenho o twitter)
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