sábado, 11 de abril de 2009

DIÁRIO DE LOS ANGELES DIA 2




Ontem quando cheguei ao aeroporto de Los Angeles estava tão cansado que depois de mais de 17 horas de viagem só queria chegar ao hotel. Mesmo que me tivessem dito: “olha, a Chalize Theron está à tua espera para a seres massajado pela língua dela, eu diza nãããã, estou cansado”.


Resultado: apanhei o primeiro taxi que me apareceu pela frente. Eu sabia que o taxi era ilegal porque não tinha o símbolo dos taxis oficiais. Mas taxi ilegal vs cansaço, ganhou o táxi ilegal.

Mal entrei o condutor ligou o telemóvel e começou a falar numa voz estranha. Olhei com atenção para ele e o meu coração começou a bombear mais depressa. Ele parecia um bad guy dos filmes do 007, daqueles que vêem do leste e degolam pessoas apenas para lhes roubarem uma pestana.


“I’m armenian and you?”. Os meus piores receios estavam a realizar-se. Ele fazia parte de um gang arménio.


Começou a meter-se por ruas secundárias porque disse que era para fugir ao trânsito. Ooooops. Temi. Já me estava a imaginar dentro de uma banheira com menos um rim. Não sou católico, mas nesse momento comecei a rezar a todos os deuses, podia ser que um tivesse piedade de mim.


Finalmente vi o hotel à minha frente. Aí benzi-me e prometi que ia na próxima peregrinação a Meca.


Mal entrei no Hotel desmaiem (não há nada como ser exagerado no que se escreve. Uma boas hipérboles animam sempre um texto). Fiquem apaixonado pelo hotel. Recentemente inaugurado, um dos spots mais cool de LA, e decorado pelo Phillipe Stark. O SLS. Acho que vou pedir a alguém para me transformar numa barata para poder morar nas catacumbas do hotel para sempre.


Às 11 da noite conseguir comer nesta cidade é algo tão absurdo que sequer pensar que pode dar direito a prisão imediata. O único sítio possível, o lendário Mel’s Diner, aberto há mais 60 anos, ondas as pessoas escolhem nas jukeboxes as músicas dos anos 40, 50 me 60 que dão som ambiente.


Hoje estava mau tempo. Queria ter ido apanhar sol para a piscina. Como podem ver pela fotografia, merecia estar no Louvre. Como estava mau tempo fomos para as comprar. E aí perdi-me. Endividei as minhas próximas 8 gerações nas lojas de Melrose.

Agora estou esfomeado. Temos marcação num restaurante, The Baazar, que dizem que está cheio até daqui a dois meses, mas que se fossemos tarde conseguiriam uma vaga especial para nós. Tarde?! Sim 22:45. Desatei às gargalhadas na cara do concierge e disse que a essa hora em Lisboa ainda se esta a tomar o lanche.


Já que o concierge estava a ser tão simpático pedimos que nos metesse na guest list de uma das principais discotecas do Los Angeles, o Area. Quem é fã do The Hills da MTV sabe a quem me refiro.

E agora, que são quase seis da manhã em Lisboa vou tomar banho e preparar-me para jantar.


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